Mandos, na obra Tolkieniana, é um dos Valar, irmão de Irmo de Lórien. Seu nome é Námo, "Juíz", e Mandos (derivado de mbandos, prisão) é na verdade o lugar onde estão suas moradas. Sua esposa é Vairë, a Tecelã. Jamais se esquece de nada e sabe o que esta por vir, desde que já esteja decidido por Ilúvatar. É conhecido por ser severo e um tanto sem compaixão, mas suas predições não são vingativas como as de Morgoth; são apenas a vontade de Eru, além de ele reconhecer Manwë como Rei de Arda e obedecê-lo.
Suas moradas estão longe no oeste e são freqüentemente visitadas por Nienna, sua irmã, e ela dá força aos espíritos que lá esperam. Seus palácios compreendem os Palácios da Espera, onde ficam os espíritos dos elfos que reencarnarão, as Prisões de Mandos, de onde nem mesmo os Valar conseguem fugir, e onde Melkor foi preso certa vez. Possivelmente há moradas para os Anões, onde Aulë, seu criador, os aguarda, e para os Humanos. Mas o real lugar para onde vão os Humanos somente Ilúvatar, Manwë e o próprio Mandos sabem. Os Palácios sempre se ampliam com o passar das Eras e suas paredes estam revestidas com a história do mundo, em telas tecidas por sua mulher, Vairë, a Tecelã. Esse grande complexo também é conhecido como Casas dos Mortos e Moradas de Mandos.
Mandos foi inspirado no deus grego do Mundo Subetrrâneo Hades, que também podia fazer de suas moradas um lugar agradável ou desagradável. Hades era o nome tanto do Deus como de seus domínios, assim como Mandos é o nome compartilhado entre o Vala e suas moradas. Assim como Hades é na mitologia Grega, Mandos é o Juíz na mitologia Tolkieniana. Inclusive, a história de Beren e Lúthien lembra uma de suas inspirações: a lenda de Orfeu, que vai ao mundo dos Mortos em busca de sua amada Eurídice e comove o deus dos Mortos com a música.
?Os fëanturi, senhores dos espíritos, são irmãos; e são geralmente chamados de Mandos e Lórien. Contudo, esses são de fato os nomes dos locais onde moram, sendo verdadeiros nomes Námo e Irmo. Námo, o mais velho, mora em Mandos, que fica a oeste, em Valinor. Ele é o guardião das Casas dos Mortos, e o que convoca os espíritos dos que foram assassinados. Nunca se esquece de nada; e conhece todas as coisas que estão por vir, à exceção daquelas que ainda se encontram no arbítrio de Ilúvatar. Ele é o Oráculo dos Valar; mas pronuncia seus presságios se suas sentenças apenas em obediência a Manwë.?
Quando a mulher de Tolkien, Edith Tolkien, veio a falecer, o escritor enviou ao seu filho Christopher uma carta, que dizia ter sido Edith a inspiração para a personagem Lúthien. Um trecho da carta diz o seguinte, referindo-se a Edith:
A carta faz referência à história de amor entre Beren e Lúthien. Ele era mortal, e ela, imortal e a mais bela entra os Filhos de Ilúvatar. Lúthien então abandona a imortalidade para viver com Beren, e quando este morre, ele se demora nos palácios de Mandos para encontrar uma última vez sua amada. Lúthien então canta diante de Mandos, que se comove (segundo O Silmarillion: Ele, que jamais se comovera até então, e nem depois) e, sob concessão de Eru, permite que ambos voltem à vida em corpos mortais.
Na carta, Tolkien diz não ter escolha, ele havia perdido Edith, e não teria poder para implorar pela vida da mulher a Mandos.