João Nunes da Silva Tavares, primeiro e único barão de Itaqui, (Herval, 24 de maio de 1818 ? Bagé, 9 de janeiro de 1906) foi um general e político brasileiro, presidente do estado do Rio Grande do Sul de 17 de junho a 4 de julho de 1892 e o responsável por iniciar uma guerra civil, que se transformaria, posteriormente, na Revolução Federalista (1893-1895). Também era conhecido por "Joca Tavares"
Membro de importante família estabelecida na Colônia do Sacramento, que teve início com João da Silva Tavares e sua mulher Natália de Jesus, é descendente desse casal patriarca, o Barão de Serro Alegre, João da Silva Tavares, e Umbelina Bernarda da Assunção.
O Barão de Itaqui filho dos viscondes de Serro Alegre e irmão do Barão de Santa Tecla. Tornou-se brigadeiro honorário do Exército prestando relevantes serviços durante a Guerra do Paraguai, inclusive o de aniquilar o ditador Solano Lópes. Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro, tinha a medalha da Campanha do Paraguai, com passador de ouro.
Em 17 de junho de 1892, Vitorino Ribeiro Carneiro Monteiro tornou-se presidente temporário do estado do Rio Grande do Sul na sucessão ao Marechal José Antônio Correia da Câmara enquanto aguardava a instalação de um novo presidente. No mesmo dia, Júlio de Castilhos, candidato do Partido Republicano Riograndense, (PRR) se proclamou presidente em Porto Alegre. Seu governo durou apenas um dia. Pois também, no mesmo dia, seu oponente à Presidência, o general João Nunes da Silva Tavares, o "Joca Tavares" (Barão de Itaqui), do Partido Federalista do Rio Grande do Sul se proclamou presidente na cidade de Bagé, onde permaneceu no poder até 4 de julho de 1892. Quando Júlio de Castilhos novamente se tornou presidente do Estado do Rio Grande do Sul em 1893 (pela terceira vez), Joca Tavares se revoltou e iniciou uma guerra civil que logo se tornaria uma revolta generalizada contra os que eram apoiados pelo governo republicano do Brasil . Este confronto ficou conhecido por Revolução Federalista, e durou até 1895.
Posteriormente seu nome foi usado para dar nome à praça Barão de Itaqui, situada entre os estações do metrô Tatuapé e Carrão, na zona leste da cidade de São Paulo.