Vários Lockheed A-12 OXCART numa base aérea.
O Lockheed A-12 é freqüentemente chamado de OXCART, mas este é na verdade o codenome dado pela CIA ao programa para a construção da aeronave; na realidade, ela nunca teve um nome oficial. O A-12 era uma aeronave de reconhecimento construída pela Lockheed para a Agência Central de Inteligência - CIA. O modelo de um assento, que primeiro voou em 1962, foi o precursor do futuro interceptador da Força Aérea Americana YF-12 e da aeronave de reconhecimento SR-71 Blackbird.
A designação A-12 foi uma referência interna da Lockheed para o programa ARCHANGEL ("ARCANJO"), que era um modelo de competição da CIA para definir um sucessor para a aeronave de espionagem U-2. A Lockheed venceu a competição com sua décima-segunda variação de seu modelo, daí o designador A-12.?
Em 26 de janeiro de 1960, a CIA encomendou doze aeronaves A-12 sob o nome de programa OXCART. Um era para ser utilizado nos treinamentos e teria um segundo acento mais alto. Os primeiros cinco A-12 voaram inicialmente com motores J75 (17.000 lbf de empuxo cada), uma vez que os mais poderosos (31.500 e mais tarde 34.500 lbf de empuxo) J58 ainda não estavam disponíveis, pois haviam apresentado problemas. Essas aeronaves equipadas com motores J75 só eram capazes de atingir a velocidade de Mach 2.0. No início de 1963 os motores J75 foram substituídos pelos J58, com exceção do A-12 de treinamento "Titanium Goose?, que permaneceu com os motor J75 durante todo o seu tempo de vida útil. Todas aquelas aeronaves equipadas com motores Pratt & Whitney J58 eram capazes de atingir a velocidade de Mach 3,2.
Um total de dezoito aeronaves foi construído na etapa de produção. Dessas, treze eram A-12, três eram interceptadores YF-12A da Força Aérea (sem vínculo financeiro com o programa OXCART) e duas eram M-21 (veja abaixo). Cinco A-12, dois dos YF-12 e um dos M-21 foram destruídos em vôos de teste e em outros acidentes.
Em 1960 a Força Aérea Americana concordou em financiar a conversão de três A-12 em produção para o modelo de interceptadores YF-12 de dois assentos com capacidade para Mach 3. O programa, embora obtendo sucesso, nunca entrou em produção e o YF-12 foi novamente redesenhado e transformado no famoso SR-71 Blackbird. Externamente muito similar aos originais A-12, o SR-71 era quase dois metros mais comprido, tinha um sensor de míssil que era 1.500 libras mais pesado e um segundo membro da tripulação que operava os equipamentos de reconhecimento e as câmeras.
Uma variante foi o M-21, configurado para ser lançado de uma plataforma de lançamento do Lockheed D-21, uma aeronave Mach 3+ de reconhecimento via controle remoto que começou a desenvolver-se em outubro de 1962. Originalmente conhecida por sua designação Lockheed Q-12, era prevista ser lançada da parte posterior de um M-21 para vôos de alcance extralongos e/ou missões que fossem extremamente perigosas para um veículo tripulado, mas o programa foi cancelado quando o modelo da segunda conversão caiu, matando uma tripulação de testes da Lockheed.
Os A-12 foram distribuídos operacionalmente pela CIA na Operação "Black Shield" para a Base Aérea Kadena em Okinawa, Japão, em 1967 durante a Guerra do Vietnã e na Crise Pueblo (quando o navio estadunidense USS Pueblo, AGER-2 foi capturado por soldados da República Popular Democrática da Coréia em 1968). Três A-12 voaram em 29 missões de reconhecimento sobre o Vietnã do Norte (e depois que o Pueblo foi capturado, sobre a Coréia do Norte) entre 31 de maio de 1967 e 8 de maio de 1968, depois do que eles foram retirados do serviço ativo e substituídos pelos SR-71. Logo depois de encerradas as operações, um A-12 decolado de Kadena se perdeu sobre o Oceano Pacífico e seu piloto da CIA desapareceu quando realizava um teste após a mudança de um motor.
Durante sua permanência em Okinawa, os A-12 (e mais tarde os SR-71) e por extensão seus pilotos, foram apelidados de Habu nome dado a um tipo de cobra encontrada na ilha e que os nativos achavam assemelhar-se a eles.
Após sua substituição, os A-12 que restaram foram enviados de volta a Palmdale, Califórnia e colocados em hangares por várias décadas até serem destinados a museus dos Estados Unidos da América.